terça-feira, 16 de junho de 2009

CAMPANHA DE RECOLHA DE LEITE

Ao longo da segunda quinzena do mês de Maio, no âmbito da Área de Projecto, os alunos do 6º C organizaram na Escola E.B. 2,3 do Maxial uma campanha de recolha de leite para posteriormente ser entregue à Comunidade Vida e Paz, instituição que entretanto fizera um apelo no sentido de lhes ser dado leite, para poderem desenvolver a sua actividade junto dos sem-abrigo. O fruto dessa campanha, quase cem litros de leite, foi posteriormente, entregue na sede da Comunidade Vida e Paz, em Lisboa, no passado dia 3 de Junho.
Alunos, professores e funcionários deste estabelecimento de ensino estão de parabéns por este gesto de generosidade!
De parabéns estão também os alunos e professores do 6º C pelo empenho com que se envolveram na organização da campanha!


sexta-feira, 24 de abril de 2009

6º C E A COMUNIDADE VIDA E PAZ

Dois representantes da Comunidade Vida e Paz estiveram na nossa Escola com a nossa turma, o 6º C, no âmbito da Área de Projecto, para nos falarem sobre a problemática dos sem-abrigo, no passado dia 20 de Março.
A acção foi muito participada. Ficámos a saber que existem cerca de mil sem-abrigos em Lisboa, isto é, pessoas que não tendo onde passar a noite, dormem nas ruas. As razões que levam tantas pessoas a viverem na rua prendem-se com problemas de alcoolismo, toxicodependência e distúrbios de ordem mental. Voluntários da Comunidade Vida e Paz todas as noites fazem uma ronda pelas ruas fornecendo aos sem-abrigo sandes e leite, como forma de os alimentarem e de os contactarem, para os orientarem no sentido dos sem-abrigo saírem das ruas.
Gostámos muito deste encontro e ficámos também a saber que aqui na Escola podemos ajudar a Comunidade através de campanhas de recolha de leite e de alguns alimentos para que sejam distribuídos durante a noite.

Comunidade Vida e Paz: 20 anos de ajuda aos sem-abrigo

A Comunidade Vida e Paz celebrou este Sábado 20 anos de ajuda aos sem-abrigo. Um trabalho iniciado pela conjugação de sensibilidades e acompanhamento aos pobres de Lisboa no final da década de 80.
Em 1989 o então Patriarca, D. António Ribeiro, promulgou os estatutos e deu forma jurídica à Comunidade Vida e Paz que no terreno já acompanhava pessoas em situações de fragilidade social.
O Vice-Presidente da Direcção, Júlio Neves, recorda ao programa Ecclesia que em 1992, o Estado, através do Comissariado da Luta Contra a Pobreza, conferiu um subsídio que permitiu a Comunidade crescer. “Actualmente, a Comunidade Vida e Paz tem sede no centro de Lisboa, em Alvalade, e dispõe de três centros de recuperação, tratamento e reinserção de pessoas, preparados para acolher 270 pessoas.
“Dispomos de instrumentos que nos permite trabalhar pela reinserção das pessoas”, adianta Júlio Neves, propondo a reinserção social que respeite a dignidade e vá de encontro às necessidades da pessoa humana.
A Comunidade Vida e Paz dispõe de 100 profissionais que ajudados por cerca de 400 voluntários estão disponíveis para ouvir e acompanhar a realidade dos sem-abrigo.
Todas as noites saem três equipas em carrinhas que percorrem as ruas da cidade de Lisboa, contactando os sem-abrigo, levando alimentos e vestuário, mas “essencialmente disponíevis para conversar e estar com eles, mostrando-lhes ser possível mudar a sua vida”.
Celestino Cunha, psicólogo da Comunidade Vida e Paz, responsável pelo trabalho de rua e pelas admissões dos sem-abrigo, acompanha esta franja da população na cidade de Lisboa desde 1993. “Acompanhei a chegada das equipas ao trabalho de rua e à sua procura na forma de melhor ajudar os sem-abrigo”.
Pela experiência que tem, acompanhou as mudanças que a actual crise desencadeou, nomeadamente no aumento dos pedidos de ajuda e na mudança da população que acompanham. “A mais visível engloba as famílias que sentem dificuldades para colmatar necessidades mais básicas e que, pela primeira vez, procuram ajuda”.
Os pedidos de ajuda aumentam e, sensíveis às dificuldades, também as respostas parecem crescer. Celestino Cunha aponta que “toda a ajuda é bem vinda”. As ajudas menos profundas ou as motivadas por más razões “não ficam 20 anos”, adverte. “As ajudas que prevalecem têm uma base de confiança e respeitam as necessidades objectivas das pessoas”.
Chegar à situação de sem abrigo relaciona-se com a falta de esperança, “a perda de ânimo e de vontade”. O trabalho em rede “pode ajudar a não chegar a esta fase”, explica o psicólogo. Júlio Neves adianta que a comunidade trabalha com as pessoas mais frágeis da sociedade. “No nosso pensamento está a sua condição humana sempre presente. São sempre pessoas. E por isso, têm sempre condições de recuperação. Tentamos que a sua vida seja o mais digna possível”.
É para dotar de dignidade as pessoas que se vêem sem ela que Paula Bonifácio é voluntária na Comunidade Vida e Paz. Esta voluntária participa na equipa que prepara os lanches e também numa das equipas da ronda nocturna.
Paula Bonifácio foi inicialmente surpreendida pela “quantidade de pessoas que estão nas ruas”. Passada a impressão inicial, vê “cada vez mais pessoas, pobres envergonhados diferentes dos habituais sem-abrigo, que , apesar de constrangidos, se dirigem às carrinhas pedir alimentos diários”.
Assume que enquanto cidadã este trabalho é essencial. “Devemos ser activos na sociedade e ajudar os outros”. Também enquanto católica “faço um pouco o que Jesus fez, que é ajudar os outros, em especial os que mais precisam”. Paula Bonifácio acredita que este trabalho “torna-se mais gratificante para mim do que para as pessoas que ajudo”.
in Agência Ecclesia

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

COMO AJUDAR?

A Turma do 6ºC, da Escola E.B. 2,3 do Maxial, no âmbito da Área de Projecto está a desenvolver acções no sentido de aprofundar o conhecimento da realidade social do meio envolvente.
Proximamente vamos organizar actividades para ajudar as comunidades locais. Está atento!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O ABANDONO DE IDOSOS

Uma notícia emitida por um órgão de comunicação social, a Rádio Renascença, no dia 15 de Janeiro, indica que há cada vez mais casos de abandono de idosos nos hospitais. Para teres acesso à notícia, vamos aqui transcrevê-la:
«Em Portugal, há idosos que dão uma queda em casa e ficam 50 dias abandonados num hospital ou então são deixados nas unidades de saúde porque a família vai ver um jogo de futebol. Esta é uma realidade que não tem estatísticas, apenas relatos de casos, que acontecem sobretudo na faixa Litoral e nos grandes centros urbanos do país. Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, revela que cada vez mais estão a receber pedidos de ajuda para lidar com esta realidade. “Há famílias que colocam os seus idosos nos hospitais já quase no sentido de os despachar, depois os hospitais que se desenrasquem quanto ao futuro deles. Nesses casos têm havido contactos da parte dos hospitais com instituições com lares para acolherem os idosos”.“Isto revela alguma alheamento e egoísmo da parte das famílias e mostra, de facto, que os idosos são uma população que precisa de maior atendimento e cuidado”, sublinha.Segundo o mesmo responsável, estes casos acontecem sobretudo em famílias com menores dificuldades financeiras.Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, diz que os clínicos estão a ser pressionados pelas administrações dos hospitais para gastar menos e para libertar as camas que os idosos estão a ocupar.Por seu lado, Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social, diz que é sempre tentada uma resposta rápida, recusando uma realidade de dimensões alarmantes. “Aquilo que acontece normalmente é que quando há um caso desses sinalizado (…) nós procuramos com toda a rapidez encontrar uma solução. É preciso compreender que os nossos lares, de uma forma geral têm a lotação completa, e nem sempre é possível acorrer de imediato a uma situação que não é programável, o que nos obriga a fazer pesquisa e a tentar encontrar na Rede Solidária uma solução”».
O abandono ocorre em hospitais, mas também acontece aos idosos que estão em casa sozinhos ou aos idosos que vivem na rua, como sem-abrigo. O que achas que podes fazer para alterar estas condições? Na localidade onde resides há idosos em situações semelhantes?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

«NÃO DESCRIMINE»

No âmbito do projecto de Construção para a Cidadania, os alunos do Instituto Técnico San Cayetano, dos arredores de Buenos Aires, capital da Argentina, país que fica situado na América do Sul, criaram um blogue intitulado "No discrimine" ["Não descrimine"]. No acolhimento ao leitor eles fazem uma introdução onde explicam o que significa descriminar: «Descriminar é julgar os outros; é marginalizá-los injustamente, já que todos somos iguais. A cor da pele, a língua, o sexo, a situação social não podem ser factores de descriminação do ser humano. É um acto desagradável que, lamentavelmente, a grande maioria das pessoas comete. "Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem"».
Se quiseres ver o que os teus colegas argentinos têm feito basta clicares aqui: http://nodiscrimine.blogspot.com/

MAIS DE UM MILHÃO E MEIO DE PORTUGUESES SÃO VOLUNTÁRIOS

O Dia 5 de Dezembro foi escolhido pelas Nações Unidas, como o Dia Internacional dos Voluntários.
Ser voluntário é um gesto de cidadania que passa pela tomada de consciência da necessidade de participação na vida pública nas mais variadas áreas de intervenção. Mas, ser voluntário “é estar ao serviço de forma gratuita”. Para saberes mais lê este artigo: